Aqueles versos finos sem postura
São suas mãos leves e sem sensura
Respostas aos meus meios e seus fins
Tantas perguntas ligeiras e afins
As virtudes? Dela nada se espera
O óbito ascende em procissão
Velando a morte de uma razão
Nascido meio a uma quimera
O recôndito, fino e erudito
De suas palavras e antagonias
É perfeita lápide esculpida
Tesouro? Seja ele ato ilícito
ou beleza vaga que brilha à noite
Só o amanhã dá fim ao meu açoite

